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Em sessão realizada nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Pará aprovou, por unanimidade, a concessão de diploma de graduação post mortem ao estudante Cezar Morais Leite, assassinado em 10 de março de 1980, aos 19 anos. A proposta foi uma iniciativa do reitor da UFPA, professor Gilmar Pereira da Silva.

Cezar foi morto dentro do Campus Básico, em Belém, por disparo de arma de fogo efetuado por agente da repressão infiltrado na Universidade. O discente assistia a uma aula da disciplina Estudos dos Problemas Brasileiros, sendo assassinado em contexto reconhecido de violência política durante a Ditadura Militar.

O estudante era aluno do curso de Bacharelado em Matemática, tendo cursado até o terceiro período letivo. A diplomação, de caráter simbólico, não corresponde à outorga de grau acadêmico, mas a ato honorífico e memorial, com finalidade de reconhecimento institucional e reparação histórica, como informa o parecer do Consepe, relatado pelo professor Edmar Tavares da Costa.

A deliberação da concessão está respaldada no Artigo 207 da Constituição Federal, que assegura às universidades federais autonomia didático-científica, administrativa e de gestão patrimonial, bem como na Lei nº 9.394/1996, que reconhece a prerrogativa das Instituições Federais de Ensino Superior para regulamentar seus atos internos, inclusive aqueles de natureza honorífica e memorial. A concessão está inserida no campo da justiça de transição, compreendida como o conjunto de medidas adotadas por sociedades democráticas para enfrentar legados de regimes autoritários, abrangendo os eixos da verdade, da memória, da reparação e das garantias de não repetição.

No parecer, o professor Edmar Costa ressaltou que a Comissão Nacional da Verdade, instituída pela Lei nº 12.528/2011, reconheceu, oficialmente, a prática sistemática de graves violações de direitos humanos durante a Ditadura Civil-Militar, que tomou o poder em 1964, e recomendou, em seu Relatório Final, que instituições públicas, inclusive universidades, adotem medidas de memória e reconhecimento simbólico em relação às vítimas da repressão estatal. “Neste sentido, o assassinato do estudante no interior de uma universidade pública, durante atividade acadêmica, configura situação de gravidade extrema, cuja omissão institucional perpetua a invisibilidade da violência praticada pelo Estado”, destacou o autor do parecer.

Além do caso emblemático do assassinato do estudante paraense em plena sala de aula, o parecer cita alguns casos entre os vários acontecidos em decorrência da repressão da Ditadura em circunstâncias vinculadas a atividades acadêmicas, manifestações políticas ou simples exercício da vida universitários, como os que vitimaram Alexandre Vanucci Leme, estudante de Geologia da USP; Stuart Edgar Angel Jones, estudante de Economia da UFRJ; e Honestino Guimarães, estudante do curso de Geologia da UnB. Além dos casos de assassinato, o parecer alude aos milhares de estudantes universitários presos arbitrariamente, submetidos a tortura física e psicológica, expulsos de cursos ou impedidos de prosseguir sua formação acadêmica.

O assassinato de César Moraes Leite, ocorrido no interior do Campus Básico da UFPA, durante atividades letiva, insere-se neste padrão nacional de violência estatal contra estudantes universitários durante a Ditadura. “A adoção pela UFPA de medida de reconhecimento simbólico não constitui fato isolado, mas alinha-se a um movimento nacional de revisão crítica do passado autoritário, reafirmando o papel da universidade como espaço de memória, democracia e defesa dos direitos humanos”, conclui o parecer aprovado, por unanimidade, pelo Consepe da UFPA.

Para o reitor Gilmar Pereira da Silva, a decisão unânime dos conselheiros demonstra o compromisso da UFPA com a memória, com a justiça e com a defesa da vida. “A concessão do diploma simbólico a César Moraes Leite é um ato de reconhecimento institucional e de reparação histórica que honra sua trajetória interrompida, assim como os valores democráticos que orientam a universidade pública”. 

 

TEXTO: Walter Pinto - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

FOTOS: Arquivo Ascom/UFPA

 

O Presidente da Comissão Eleitoral (CE) para Representação Docente do Campus Universitário de Abaetetuba no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) da Universidade Federal do Pará - UFPA, Prof. Dr. Robson Borges Rua, usando das atribuições legais e estatutárias que lhes foram imputadas através da Portaria Nº 02/2026, por meio da Coordenação do Campus Universitário do Baixo Tocantins da Universidade Federal do Pará – CUBT/UFPA, torna pública a seleção de docentes de carreira (titular e suplente) para representar o conselho do campus no referido conselho, com vigência de 02 (dois) anos.

O edital completo pode ser acessado através do link anexo.

EDITAL 01 – CE/CONSEPE/CUBT/UFPA

Querida comunidade acadêmica, 

Ao nos aproximarmos do final de mais um ano, expressamos nossa profunda gratidão a cada estudante, servidor(a), docente, técnico(a) e colaborador(a) que, com dedicação, empatia e compromisso coletivo, contribuiu para que 2025 fosse um ano de crescimento, aprendizado e transformação. 

Neste período de renovação, reafirmamos nosso compromisso com uma educação pública, democrática, de qualidade e socialmente referenciada, que valoriza a diversidade, promove a equidade e reconhece o potencial de cada pessoa. Que possamos seguir fortalecendo nossa comunidade com diálogo, respeito, esperança e cooperação, construindo caminhos mais justos, inovadores e humanos. 

Desejamos um Feliz Natal cheio de afeto, paz e união, e um Ano Novo próspero, com novas conquistas, saúde e muitas realizações. Que 2026 seja marcado por oportunidades, inclusão e pela certeza de que, juntos, seguimos construindo um campus cada vez mais acolhedor e transformador. 

Com respeito e carinho, 
Coordenação do Campus 

No encontro entre Cataguá e Amazônia, a palavra vira travessia.
Vozes, memórias e territórios se cruzam para pensar livros, autoria, memória e pertencimento — e para afirmar que cada história é também uma forma de existir.

Nesta roda de conversa, vamos dialogar sobre criação literária, registros de memória, escrita de projetos culturais e caminhos para transformar trajetórias, pesquisas, saberes e fazeres em livro, portfólio e publicação autoral.

Agradeço de forma especial ao Mestre Valdeli pelo convite e pela confiança nessa travessia, e ao Prof. Dr. Jones Gomes, do Museu do Baixo Tocantins (UFPA), pela acolhida e parceria. Que possamos fortalecer, juntos, os caminhos da palavra, da memória e da cultura em nossos territórios.

09 de dezembro de 2025 – 16h
Museu do Baixo Tocantins – UFPA (Abaetetuba)

Mediação: Profª. Dra. Carmélia Daniels – Edições Cataguá (MG)

Edições Cataguá – a palavra como flecha

Uma proposição  que visa implantar melhorias em torno da UFPA Campus de Abaetetuba foi aprovada em sessão ordinária pela Câmara dos Vereadores do município. A aprovação ocorreu na última quarta-feira, dia 26.

A proposição de autoria do vereador Rosivaldo Ferreira (Valdo), de Nº542/2025, foi colocada em deliberação e aprovada por unanimidade pelo plenário,  em que a Mesa Diretora da Câmara enviará solicitação à prefeitura e à secretaria de obras e aviação, acerca da construção de uma calçada e revitalização do muro pertencente à Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Abaetetuba.

A iniciativa se soma aos esforços que a coordenação da UFPA em Abaetetuba vem desenvolvendo para fortalecer parcerias institucionais voltadas à melhoria da infraestrutura e à qualificação do ambiente compartilhado entre universidade e comunidade.

“Ações dessa natureza contribuem para avanços futuros, e refletem a relevância das articulações entre a política acadêmica e o poder público, e acompanhamos com atenção as discussões e encaminhamentos relacionados ao desenvolvimento da região, para atender às demandas e promover condições mais adequadas de circulação, convivência e segurança para todos” – destaca o prof Manuel Costa, coordenador do campus.

Texto: Ascom/Abaetetuba.

 

O Campus Universitário de Abaetetuba (UFPA) convida toda a comunidade acadêmica e externa para participar do V SINCITE, que nesta edição traz o tema:

Amazônia e o Tempo da Terra: Educação, Território e Justiça Climática

O evento propõe reflexões e diálogos sobre os desafios socioambientais da Amazônia, fortalecendo o papel da educação na construção de territórios sustentáveis e na promoção da justiça climática. Será um espaço de encontro entre pesquisadores, lideranças, estudantes e comunidades, reunindo saberes científicos e tradicionais.

18 e 19 de dezembro de 2025
Campus Universitário de Abaetetuba – UFPA

Participe e contribua para a construção de novas perspectivas sobre a Amazônia e seu futuro!

A Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Abaetetuba, convida todos os interessados para a palestra "Espanhol como Empreendimento Digital", com a palestrante Jenny Patricia Rodríguez Mendoza (Colômbia), fundadora do projeto "Español con Patricia" e cofundadora da marca "Lesson Here".

Detalhes do Evento:

  • Data: 25/11/2025
  • Horário: 09:00
  • Formato: Conferência online (acesse pelo QR Code no banner)
  • Certificação: Emitiremos certificado de participação!

Mediação:

  • Elenilce Reis Farias Peixoto (FACL/UFPA)
  • Anne Letícia de Sousa Cipriano Barros (FACL/UFPA)

Não perca esta oportunidade de aprender sobre o espanhol como ferramenta de empreendedorismo digital com uma especialista internacional!

Realização: Faculdade de Ciências da Linguagem (FACL/UFPA).

No dia 20 de novembro, celebramos o Dia da Consciência Negra, uma data de reflexão, reconhecimento e valorização da história, da cultura e das contribuições do povo negro para a construção do nosso país. Neste dia, reafirmamos nosso compromisso com a promoção da igualdade racial, do respeito à diversidade e da luta contra todas as formas de discriminação.

No Campus de Abaetetuba, acreditamos que a educação é um caminho essencial para a transformação social. Por isso, reforçamos a importância de construir, diariamente, espaços de diálogo, acolhimento e pertencimento, onde todas as identidades sejam respeitadas e todos possam desenvolver seus talentos com dignidade.

Que esta data nos inspire a ampliar escutas, fortalecer vínculos e reconhecer as potências que cada pessoa traz consigo. Celebramos a resistência, a ancestralidade e a beleza da cultura negra, que enriquecem nossa comunidade acadêmica e nossa sociedade.

Seguimos juntos, promovendo justiça, equidade e respeito.

Coordenação do Campus de Abaetetuba

Vem aí o II ELESP – Encontro de Letras Espanhol do Baixo Tocantins!

Estão abertas as inscrições para o II ELESP, o Encontro de Letras Espanhol do Baixo Tocantins, que acontecerá nos dias 09 e 10 de dezembro de 2025, no campus da UFPA em Abaetetuba.

Este evento é uma oportunidade imperdível para aprofundar reflexões sobre o ensino da língua espanhola, focando nos desafios específicos da região amazônica e conectando-se aos debates cruciais sobre meio ambiente e diversidade da COP30.

A programação está repleta de atividades ricas: palestras, minicursos, mesas-redondas, relatos de experiência e apresentações de trabalhos.

Haverá também momentos de integração cultural e coffee break. Não perca o prazo! 

  • Taxas de Inscrição: R$ 25 (com submissão de trabalho), R$ 15 (para ouvintes)
  • Períodos de Inscrição: 
    • Submissão de trabalhos: 29/10 até 29/11 
    • Ouvintes: 29/10 até 05/12

Inscrições Abertas! Para se inscrever, utilize: O link disponível na bio even3.com.br/elesp-645302

Junte-se a nós para construir um espaço vibrante de conhecimento e resistência no Baixo Tocantins!

               O Campus Universitário da UFPA-Abaetetuba recebeu nesta sexta-feira, 07, a Caravana Iaraçu, uma expedição fluvial, científica e intercultural que percorreu o rio Amazonas e diversas comunidades ribeirinhas com a intenção de ouvir, dialogar e propagar a voz dos territórios amazônicos diante das mudanças climáticas. O projeto é uma iniciativa da cooperação Brasil-França, realizada no contexto da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que está ocorrendo em Belém.

            O evento contou com mesa de abertura com a presença de autoridades locais, coordenação da unidade, membros da sociedade civil e comunidade acadêmica. Além disso, a programação se estendeu durante todo o dia, com apresentação de trabalhos de cartografia realizados por estudantes, visita guiada aos espaços do Campus universitário de Abaetetuba, como laboratórios e Museu do Baixo Tocantins, apresentação cultural dos grupos Maré Lançante e Batuque da Lua Cheia e venda de artesanato de miriti.

              A mesa de abertura do evento contou com o professor Manuel Costa, Coordenador do Campus Universitário da UFPA-Abaetetuba; a prefeita de Abaetetuba, Francinete Carvalho; o secretário municipal de educação, Jeferson Filgueiras; a presidenta diretora-geral na França do Institut de recherche pour le Développement (IRD), Valérie Verdier; o representante do IRD no Brasil, Abdel Sifeddine; o Diretor Adjunto do IG, Cristiano Mendel Martins; o representante do Movimento dos Ribeirinhos e Ribeirinhas das Ilhas e Várzeas de Abaetetuba, Hueliton Azevedo; a representante da Associação de Remanescentes de Quilombos da Comunidade Ramal do Bacuri (ARQUIBA), Marciane Pastana; a representante da Faculdade de Desenvolvimento do Campo, a professora Roberta Castro; o diretor da Faculdade de Ciências da Linguagem, o professor Robson Rua; a representante da faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia, a professora Cleidilane Costa, e o coordenador do Mestrado Profissional em Matemática (PROFMAT), o professor Aubedir Seixas.

          Os componentes da mesa destacaram em suas falas a importância da preocupação com o meio ambiente, principalmente com as mudanças climáticas, que já são sentidas pelas comunidades ribeirinhas da cidade de Abaetetuba. O coordenador do Campus Universitário de Abaetetuba falou sobre a inserção da unidade local na programação da COP 30: “Nós já temos quase 39 anos de história aqui em Abaetetuba e já produzimos muito em termos de ensino, pesquisa e extensão, e um dos diferenciais que temos aqui na nossa unidade é a inserção das comunidades locais em muitos dos nossos debates, pois é impossível discutir desenvolvimento sem discutir preservação; ambos precisam estar juntos. Por isso, aqui no Campus, a gente consegue valorizar esses saberes tradicionais, e esse momento da Caravana Iaraçu nos mostra que é possível descentralizar a discussão, sair um pouco de Belém e discutir meio ambiente, mudanças climáticas e preservação dos nossos rios e florestas. Desse modo, a gente acaba fazendo uma COP 30 aqui em Abaetetuba também”, declarou o professor Manuel Costa.

           A presidenta diretora-geral na França do Institut de recherche pour le Développement (IRD), Valérie Verdier, agradeceu pela receptividade e destacou a importância da parceria com a comunidade acadêmica: “Quero agradecer a todos os professores que estão aqui conosco, aos alunos, muito obrigado por tudo o que vocês fazem conosco. Vamos fortalecer esta colaboração com o IRD. Obrigado também pelo seu engajamento; estamos com vocês e isso é importante para alinharmos a pesquisa e a formação para o futuro, para um futuro mais real”, afirmou a diretora.

           O evento seguiu durante todo o dia, e os membros da caravana fizeram uma imersão cultural e científica no Campus de Abaetetuba. Eles tiveram a oportunidade de acompanhar o trabalho de estudantes e professores em laboratórios, museu e projetos. O professor Manuel Costa avaliou a importância da visita ao Campus de Abaetetuba: “Discussões como essa que nós tivemos aqui hoje nos dão a possibilidade de contribuir não só para nós, mas para a nossa região, para as nossas especificidades e para o mundo”, destacou o coordenador.

 Texto: Giovane Silva - Ascom Campus de Abaetetuba.

 

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