
A Amazônia paraense na crítica cultural latino-americana
Seminários interdisciplinares para a integração da diversidade regional
HUMANIDADES, ARTES E CIÊNCIAS SOCIAIS NA UFPA-XXI
Diante dessa ruptura surgida entre Brasil e América hispânica, e por conseguinte, ante a difusa ou confusa noção que circula aqui sobre a América Latina, o intelectual humanista da UFPA deve converter-se em um agente crítico que analise com rigor o trauma histórico que produziram a colonização ibérica, as influências euronorte-americanas e os interesses da elite crioula, que são, em conjunto, os responsáveis por esta cisão.
De modo que o objetivo é criar um conjunto de seminários itinerantes intercampi, liderados pelas Humanidades, as Artes e as Ciências Sociais, que apresentem, discutam e proponham um diálogo inicial e inédito para refletir sobre o compromisso acadêmico ante a integração da diversidade regional entre a Amazônia paraense a tradição intelectual latinoamericana não brasileira. Em dois passos consecutivos: ressignificando o pensamento clássico latino-americano e oferecendo, a partir deste ato recuperativo, ações anticoloniais que favoreçam a construção de uma nova unidade das diferenças. O que deriva em um referente analítico que após avaliar os fenômenos discrepantes que naturalizaram a fragmentação da região, estabeleça um plano de desenvolvimento nuclear como viável.
Nesse contexto, a Amazônia paraense torna-se prioritária. Porque seu distanciamento é duplo: a nível geocultural, pois está separada da América hispânica e do Brasil urbano-capital, e no plano interno, no epistêmico, nas grades curriculares, já que essa falta de diálogo com o mundo vizinho, deixa fora da troca de saberes a escada regional.
Este projeto tenta assim, pois, neutralizar todo intento desintegrador, recuperar aquele laço originário formulado nas proclamações independentistas e, no prático e imediato, criar caminhos de colaboração entre o cânon latino-americano e o pensamento crítico e as ações culturais da região amazônica do Pará.
Última modificação em Sexta, 16 de Outubro de 2026, 19h14
- 16/10/26
- 19h06

Neste 15 de outubro, queremos deixar uma palavra de carinho, respeito e gratidão a todas as professoras e a todos os professores que fazem da educação um compromisso diário com a vida, o conhecimento e a transformação da sociedade.
Ser docente é muito mais do que ensinar conteúdos. É acolher, escutar, incentivar, compreender as dificuldades e acreditar no potencial de cada estudante, contribuindo para que novas possibilidades se tornem realidade. É também reconhecer a diversidade de histórias, experiências e identidades que fazem parte da comunidade universitária.
Na Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Abaetetuba, reconhecemos o valor de cada docente que, com dedicação e responsabilidade, contribui para a formação de profissionais, para a produção do conhecimento e para o desenvolvimento do Baixo Tocantins e da Amazônia.
Sabemos que essa caminhada também é marcada por desafios. Por isso, homenagear quem ensina significa reconhecer não apenas a importância do trabalho docente, mas também a necessidade de condições dignas, valorização profissional, respeito e oportunidades justas para todas as pessoas.
À frente da gestão do nosso Campus, reafirmamos que uma universidade se constrói com diálogo, acolhimento, respeito às diferenças e trabalho coletivo. Isso inclui promover a equidade de gênero, reconhecer a contribuição de mulheres e homens na vida acadêmica e institucional e enfrentar barreiras e desigualdades que impeçam a participação plena de qualquer pessoa. A igualdade de direitos e o respeito à diversidade devem estar presentes nas nossas relações e nas oportunidades que oferecemos.
Neste Dia dos Professores, nosso abraço e nossa gratidão a todas as pessoas que fazem da educação uma forma de cuidar, transformar realidades e construir futuros. Que o reconhecimento se traduza, todos os dias, em respeito, escuta, condições adequadas de trabalho e compromisso com uma educação pública inclusiva e de qualidade.
Que nunca nos faltem a sensibilidade para acolher, a disposição para caminhar juntos e o compromisso de construir uma universidade cada vez mais justa, democrática e equitativa.
Feliz Dia das Professoras e dos Professores!
Coordenação-Geral do Campus Universitário de Abaetetuba - UFPA
Última modificação em Quinta, 15 de Outubro de 2026, 12h56
- 15/10/26
- 12h13

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Campus de Abaetetuba, inicia as atividades de seu mais novo laboratório na próxima segunda-feira, 05 de outubro. O espaço, recém-inaugurado, marca mais um avanço na infraestrutura da instituição e estará disponível para a comunidade acadêmica em três turnos de funcionamento, visando atender de forma plural às demandas de estudantes, técnicos e pesquisadores.
Manhã: 08h às 12h
Tarde: 13h às 17h
Noite: 17h às 21h
Como realizar o agendamento:
Para reservar o LABTIM, os membros da comunidade acadêmica devem acessar o sistemas de agendamento e escolher os horários disponíveis que melhor se adequem aos seus projetos de pesquisa ou aulas práticas.
O agendamento prévio é obrigatório e deve ser realizado pelo endereço: https://sistemas.cubt.ufpa.br/labtim/
Última modificação em Quinta, 01 de Outubro de 2026, 21h15
- 01/10/26
- 21h02
COMUNICADO À COMUNIDADE ACADÊMICA
A Coordenação Geral do Campus Universitário de Abaetetuba, considerando a importância do dia 29 de setembro, dedicado a São Miguel Arcanjo, para a comunidade de Abaetetuba, especialmente sob os aspectos cultural, histórico e religioso, vem compartilhar algumas orientações relativas às atividades previstas para esta terça-feira.
O Calendário Acadêmico da Universidade Federal do Pará para 2026 permanece vigente e não contempla o dia 29 de setembro como data de suspensão das atividades acadêmicas do Campus. Portanto, não estamos promovendo qualquer alteração unilateral do calendário institucional.
Ao mesmo tempo, compreendemos que a Universidade está inserida na comunidade e deve manter uma relação permanente de diálogo, respeito, acolhimento e compreensão das diferentes realidades que compõem a nossa comunidade acadêmica.
Nesse sentido, a Coordenação Geral orienta que as atividades previamente programadas sejam tratadas com razoabilidade e diálogo entre docentes e discentes, considerando as particularidades de cada turma e de cada atividade.
Aqueles que já possuem atividades acadêmicas programadas poderão mantê-las, buscando, sempre que possível, o diálogo com os estudantes e a compreensão de eventuais dificuldades de participação decorrentes das celebrações e manifestações relacionadas à data.
Da mesma forma, situações específicas que demandem adequação poderão ser analisadas pelos responsáveis, observadas as normas acadêmicas da Universidade e o compromisso com o cumprimento da carga horária e das atividades previstas.
No âmbito administrativo, os setores deverão igualmente atuar com diálogo e bom senso, considerando a natureza de suas atividades, a necessidade de manutenção dos serviços essenciais e as condições estabelecidas para os serviços terceirizados.
Ressaltamos que não se trata de impor uma decisão única a toda a comunidade, mas de orientar uma atuação institucional baseada na responsabilidade, no respeito às diferenças e na busca de soluções construídas pelo diálogo.
A Universidade é parte integrante da sociedade e, em especial, da comunidade de Abaetetuba. Por isso, neste momento, entendemos que o caminho mais adequado é preservar o regular funcionamento institucional, sem deixar de reconhecer e respeitar a importância que esta data possui para muitas pessoas.
Contamos, portanto, com a compreensão, o espírito colaborativo e o bom senso de todos para que possamos atravessar este momento com harmonia, respeito mútuo, responsabilidade institucional e acolhimento de nossa comunidade.
Abaetetuba, 28 de setembro de 2026.
Coordenação Geral
Campus Universitário de Abaetetuba – UFPA
- 28/09/26
- 18h22

20ª Primavera dos Museus no Campus Universitário de Abaetetuba integra música, literatura e arte na universidade
Uma semana para celebrar arte, cultura, linguagens e memória. Assim foi a 20ª Primavera dos Museus na Universidade Federal do Pará (UFPA) - Campus de Abaetetuba. O evento ocorreu de 21 a 25 de setembro e foi realizado pelo Museu do Baixo Tocantins, coordenado pelo professor Dr. Jones Gomes. A iniciativa é do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que incentivou uma semana de programação cultural nos acervos presentes no país.
Neste ano, o evento contou com o tema “Museus para todas as pessoas”. A edição propôs ampliar o diálogo sobre o direito à memória, ao patrimônio cultural, à participação e ao pertencimento. Segundo o professor Jones Gomes, esse tema ofereceu “a possibilidade de a gente abrir os nossos espaços para todos os tipos de público, mas também para aqueles que produzem arte e cultura nas regiões em que os museus estão localizados. Então, a ideia é exatamente essa: de que, através do Museu do Baixo Tocantins, que é um museu universitário, a gente possa acolher todos os públicos e também possa dar oportunidade àqueles mestres e mestras da cultura que não têm outros lugares e outras possibilidades de expor as suas produções e criações”, afirmou o professor.
Programação — Museu do Baixo Tocantins
No Campus de Abaetetuba, o evento começou na segunda-feira, 21, com visitas escolares, nas quais os estudantes de escolas públicas e particulares tiveram a oportunidade de conhecer o Museu do Baixo Tocantins, bem como a casa ribeirinha que compõe o acervo do espaço. Ainda no primeiro dia, foi realizada a oficina “Reconstruindo sons e sentidos do tambor ancestral”, mediada pelo mestre Raildo Peixoto, que ficou ao longo da semana trabalhando a perspectiva da ancestralidade a partir do tambor afro-brasileiro, em uma perspectiva também de sustentabilidade, pois ele construiu os instrumentos a partir de tubos de policloreto de vinila (PVC) que havia na universidade.
A programação também contou com o minicurso “Produção de documentação em acervos de museus”, ministrado pela professora dra. Jessica Tarine e pela estudante Sarah Nazik, ambas do curso de Museologia da UFPA. O evento se estendeu durante toda a semana com exposições de pinturas, oficinas, lançamentos de livros e apresentação cultural do Batuque da Lua Cheia, grupo de carimbó de Abaetetuba que costuma se apresentar nas noites de luar.
O professor Jones Gomes considerou o evento como uma oportunidade de aproximar a instituição da comunidade. “A Primavera tem um link íntimo conosco, porque o museu começou a adentrar no Sistema Nacional de Museus a partir da Primavera, em 2019, e um dos parâmetros que a gente tem que avaliar é que estamos caminhando nesse processo, de estar oferecendo não só serviços, não só oportunidades de as pessoas visitarem a universidade, mas de promover uma programação cultural que visa qualificar quem está trabalhando conosco, as pessoas que têm relação com a cultura e que, de certa forma, precisam dessa qualificação”, pontuou o professor.
Lançamento de livros
A Primavera dos Museus no Campus de Abaetetuba encerrou sua programação com o lançamento de livros. Três autores do Campus de Abaetetuba, com diferentes maneiras de preservar as histórias que atravessam seus territórios, apresentaram as seguintes obras: Uraci, a mãe das frutas, do professor Jones Gomes; O corpo que ensina: o teatro como ato humanizador inclusivo no processo de ensino e aprendizagem, do estudante de Pedagogia Augusto Neves; e China Brasileira: o tilintar que o tempo levou, do estudante de Pedagogia Oscarlito Moraes.
Texto: Giovane Silva — Assessoria de Comunicação do Campus Universitário de Abaetetuba
- 28/09/26
- 18h03
Redes Sociais